:::BLOG FILHO::: antigo

Este é o blog. Talvez você saiba um pouco sobre mim. Talvez não. Talvfez voce se encontre. Talvez você tenha revelações metafísicas e espirituais. Talvez simplesmente ache engraçado. Ou não. Moro em Vitória. Nem sei direito porque, mas gosto daqui. Sei que tenho amigos leais e sinceros e gosto de pensar que eles me percebem da mesma forma. Choro com boas interpretações musicais ao vivo e com belos cenários. Cozinheiro amador, dentista (até quando, ó, Deus???) e violeiro apaixonado. Brinco com crianças, embora a idéia de filhos me dê pânico. Acho que sou feliz, mas ao mesmo tempo, ainda me falta algo de essencial. Talvez escrevendo e lendo o que voce pensa eu descubra o que é. Ou não...

Esta família é muito unida...

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Antesmente...
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O que você não sabe nem sequer pressente é que no peito dos desafinados também bate um coração. Só não poderá falar assim do meu amor - que ele é o maior que você pode encontrar. Você, com sua música, se esqueceu do principal: é que no peito dos desafinados - no fundo do peito bate calado... É que no peito dos desafinados também bate um coração.
.................................................... Eu já quis tudo muitas vezes. E hoje sei que quero muito mais.
::: BLOG FILHO :::

Um Blog sem pai nem mãe.


18/07/2007
 
::: Minutinho de atenção :::

Prezados amigos,

Por vezes ouvimos dizer que "o que falta na bandeira do Brasil é o vermelho de uma guerra".
Por vezes isso soa como ser verdade, mas seria apenas a formalização do nosso holocausto diário.
Ontem à noite, um avião explodiu em Congonhas. Ano passado, um outro caiu no meio do nada. Aliás, do nada mesmo, porque todos os investimentos e projetos feitos pelo desenvolvimento daqueles grotôes sumiram nos bolsos de ilustríssimos fdps (perdoem-me os filhos das prostitutas, mas enquanto nao surgir expressão melhor, vai essa mesmo).
Nosso sangue derramado.
João Hélio morre linchado por garotos pouco mais velhos que ele. Garotos ainda, mas talvez já velhos demais para perceber a diferença entre viver e morrer, amor e ódio. Velhos demais para perceber que existem alternativas.
Mais de nosso sangue jorrando. Chorando.
Mulheres servis violentadas pela burguesia. Seja pelo achacamento de suas expectativas, pelos sub-empregos; seja pela idéia coletiva de que existe gente "de primeira classe" e "sub-gente". Nesse ítem, o que me impressiona ainda é que talvez a polêmica toda seja apenas pelo fato do espancamento de prostitutas, pretos e pobres seja monopólio do Estado.
Nosso sangue, nossa humanidade. Nossa cidadania.
Vocês se lembram quando era bacana dizer que a Globo manipulava informações? Que não sabíamos da verdade, pois o que ela mostrava era manipulação? Hoje penso que com seu jornalismo quase que cinza, é muito mais interessante brincar de unir os pontos e colar os fatos. Descobrir qual a verdadeira imagem desse quebra cabeças que vem sendo formado já há tanto tempo.
Unir e perceber que os desfalques vão para os bolsos de gente financiada por empreiteiras, eleitos por bandidos e suas respectivas quadrilhas.
Perceber que as crianças que não recebem livros, medicamentos, comida, escola ajudam a pagar a conta de filhos bastardos de outros bastardos de gravata.
Nosso sangue, nossa gente, nosso dinheiro.
Nossas vidas.
Até quando?
Até quando o erro será a norma? Até quando continuaremos pagando pela nossa omissão?
Até quando você vai continuar dando seu sangue, vendendo seu silêncio, esquecendo seus princípios e sua alma para gente que finge te amar?


Obrigado por quem leu até aqui.
Forte abraço,
Paulo Filho



24/01/2007
 
::: Todo mundo tem... :::

- um amigo que morreu num acidente de carro
- um amor platonico
- amores correspondidos, recusados, indesejados e outros platonicos
- história pra contar.

A vida é frágil. Passa voando e se voce nao se dá conta, perde momentos preciosos que uma vida pode te dar. Dia desses subiu um amigo de uma prima muito querida. Colega de escola dela. O que me impressiona é que ela tem 15 anos. Óbvio, clichê e inevitável lembrar de "Dezesseis", do Legião. Impressionante lembrar quantas vezes estivemos em carros com motoristas não-sóbrios (alguns alcoolizados, outros não). Impressionante saber como a vida parece ter surgido no planeta por coincidencia e sorte e por sorte, continuo aqui. Só que eu já nao sou mais um garoto, talvez apenas um caso perdido. Mas, putaquepariu, quinze anos.
Deveria ter uma comunidade no orkut: "Adolescência: eu sobrevivi!".



24/10/2006
 
hmmm...

Ainda nao lembro bem, mas me lembro de ter rolado um enredo pra um livro ou conto ou uma boa história...
Quando eu recuperar do back up, eu falo se vai sair ou nao.



23/09/2006
 
::: Rodoviária Novo Rio :::

- Boa noite! Passagem pra Guarapari, hoje a noite, por favor?
- Uma vaga, carro de deziquinze.
- É minha. Quanto? Ué, subiu de preço.
- Arrã. ¬ ¬


Bom, oito e pouco... Choppinho, né?

- Um brinde, companheiro!
- Hein?
- Voce espera o seu onibus só, eu também. Brindemos esse chopp então.

Amizades de rodoviária sempre são otimas.

- Eu sou de Campinas. E voce?

Ih, ferrou. Boiola véio é fóóóóóda... (obs: Dani, lembrei na hora do Terça Insana: "Melhor ter um filho bicha que um filho boiola véio campineiro)

- Capixaba.

Rodoviária bla bla bla gostosa passando (ufa, o véio nao é gay) bla bla bla Flamengo bla bla bla outra gostosa bla bla bla...

- Rapaz, eu só dou azar em ônibus.
- Pô, "seu" André... Melhor dar azar que a Zé. he he he
- ¬ ¬
- Enfim...
- Cara, do meu lado só senta ou homem, ou bebum, ou gordo ou gente que quer ficar conversando a viagem inteira.
- Putz, comigo a mesma coisa!
- Pior ainda quando não é tudo isso junto.

Bla bla bla olha q tetéia bla bla bla quem nao gosta tem mais é que tomate cru mesmo bla bla bla

- Faltam dez minutos pro seu ônibus.

Ih, cacêta!
Sai correndo pro embarque. Ô merda, por que nunca lembro de preencher essa bosta de bilhete. Empresta uma caneta fa´favor? BrigadÚ!!

Beleza, poltroninha 42, do lado da porta do banheiro. Merda, todo mundo mijando na porra do onibus. Vai ser bolinho não...
Ué... Tava lotado, do meu lado vazio. Terei eu se dado bem?
Paradinha em Nikiti e a grande revelação. Eis que surge, densa e imensa no horizonte que me é permitido ter pelas janelas do busão, a figura da pessoa que me fará companhia durante a viagem.
Alguém duvida que nao era um homem, gordo, bebum e falador pra caramba...

Ô meeeeeerdaaaaaa... ¬ ¬



06/09/2006
 
::: Observações :::

Há algum tempo eu fico de bobeira, pensando na vida.
Eu me apaixono demais. Isso é um problema. Pelo menos, de uns tempos pra cá, eu não digo mais "Eu te amo" no meio desse surto que é se apaixonar. Os estragos costumam ser bem menores. Ainda mais quando nem chegava bem a ser uma paixããããããooo daquelas, sabem como?

.....

A fauna que aflora na época de eleições é felomenal e fantásdiga.

.....

I was thinking of the past and my heart was beating fast...



29/08/2006
 
Opa...

Cliquem aqui e vejam uma frase linda:

"LULA, A GLAMURIZAÇÃO DO APEDEUTA!"

felomenaaaaaallll...



21/08/2006
 
::: Daniela e Arthur batendo papo... :::

- E aí, primo? beleza?
- Firmeza, gata... O que você conta?
- Po, nem sei... To no mó esculacho, virei a noite ontem, perdi a linha e acabaram os véi me dando aquela moral...
- Pode crer, é assim mermo q vai a coisa. A gente reclama, eles enchem o saco.
- Po, nem fala! Tu acredita que eles ainda me entopem de rosa??
- Mó nóia, né, mina?
- Uh, nem fala!
- Ahn, ma´rapá!! Nem te falo o bagulho lôco que eu flagrei!
- Ih, qual foi?
- Deixa eu te passar o cenário: tava eu, mó de bobeira, na moral... De repente, senti a pressão deles falando comigo direto. Aí, tava lá no cafôfo e de repente, chamei o grande.
- Po, isso eu faço direto!
- Mas aí é que tá, leka!!! Veio que veio quente! E vem na moral, sabe qual é?
- Po, já é! Mas como é q cê fez, leke?
- Então, o lance foi assim: " Aê, bunda mole!!" E veio correndo, q nem uma seda!
- Duvido!
- Tu acha que eu ia te jogar na roubada? Cê é firmeza, certo?
- Ó q eu vou testar, heim?
- Manda bala!

Então, a mocinha, reclusa entre as grades(*), lança sua voz ao espaço:

- AÊ, BUNDA MOLE!!!

- Uia, rapá!!! Né que veio o peludo mérmo?
- Agora faz assim: "Aê, mané!"

E da mesma forma, veio a outra.

- Pode crer, primo! Valeu o contato da proposição aê!
- Já é, parceira! Tamo junto! Qualquer problema, liga nóis, firme?
- Só...

E tanto meu irmão quanto minha cunhada juram de pé juntos que ela aprendeu a dizer "Papá" e "Mamã", mas essa verdade seria dolorida demais para eles...